Uma estatística tem tirado o sono da comissão técnica e acendido o sinal de alerta na Cidade do Galo neste início de temporada. Em oito partidas disputadas em 2026, o Atlético saiu atrás no placar em seis oportunidades e conseguiu terminar apenas um jogo sem sofrer gols. Os números refletem um começo instável da equipe alvinegra, que ainda busca ajustes sob o comando de Jorge Sampaoli.
A dificuldade em impor o ritmo desde os minutos iniciais tem sido um padrão incômodo. O único confronto em que o Atlético abriu o placar foi diante do Betim, na estreia do Campeonato Mineiro. Mesmo assim, o time não conseguiu sustentar a vantagem e acabou cedendo o empate, deixando escapar pontos importantes logo na primeira rodada.
Na sequência do Estadual, o Galo ficou no empate sem gols com o Tombense, na terceira rodada, partida que também marcou a única vez em que a defesa passou ilesa na temporada. Nos demais compromissos, o sistema defensivo foi vazado e expôs fragilidades, principalmente na recomposição e na marcação pelos lados do campo.
Contra North e América, o roteiro se repetiu: o Atlético saiu atrás, precisou correr atrás do prejuízo e terminou os dois jogos empatados por 1 a 1. Já no clássico contra o Cruzeiro, pela quinta rodada do Mineiro, o poder de reação foi maior. Mesmo após sofrer o primeiro gol, o time conseguiu se reorganizar, pressionar o rival e virar a partida, conquistando uma vitória importante por 2 a 1, que trouxe momentâneo alívio ao torcedor.
No Campeonato Brasileiro, a instabilidade seguiu presente. Diante do Palmeiras, fora de casa, o Atlético novamente viu o adversário abrir o placar. O time reagiu, chegou a virar o jogo, mas acabou cedendo o empate por 2 a 2 nos minutos finais, evidenciando dificuldades para administrar o resultado. Já contra o Pouso Alegre, pelo Estadual, o Galo sofreu o primeiro gol, mas respondeu de forma contundente, virou a partida e venceu por 3 a 1, em uma de suas atuações mais convincentes no ano.
O episódio mais recente dessa sequência ocorreu na última quarta-feira (4/2), diante do Bragantino, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, o Atlético saiu atrás no placar e, apesar de algumas chances criadas no segundo tempo, não conseguiu balançar as redes. Foi a segunda partida em que o ataque passou em branco na temporada, repetindo o que já havia ocorrido contra o Tombense.
Os números reforçam a necessidade de ajustes, sobretudo no setor defensivo. Com exceção do empate sem gols no Mineiro, o Atlético sofreu ao menos um gol em todas as outras partidas, um dado que preocupa em um calendário que tende a ficar ainda mais exigente nas próximas semanas.
Após a derrota para o Bragantino, o auxiliar técnico Diogo Alves, que integra a comissão de Jorge Sampaoli, tratou de minimizar o momento e pediu paciência. Segundo ele, a falta de entrosamento e de equilíbrio é comum no início de temporada. “É normal que ainda falte acerto no começo da competição. Assim como ganhamos do Cruzeiro e merecemos ganhar do Palmeiras, também fizemos uma boa apresentação diante do Bragantino. É acomodar, reformular e, ao mesmo tempo, apresentar um rendimento compatível com a exigência que o torneio traz”, afirmou.
Enquanto os ajustes não chegam, a estatística segue como um incômodo companheiro do Atlético em 2026. A equipe demonstra capacidade de reação, mas sabe que sair atrás no placar de forma recorrente cobra um preço alto, especialmente em competições mais equilibradas. Para transformar boas atuações em resultados consistentes, o Galo precisará encontrar, o quanto antes, maior solidez defensiva e concentração desde o apito inicial.
Jogos do Atlético na temporada 2026
11/1 – Atlético 1 x 1 Betim – Campeonato Mineiro
14/1 – North 1 x 1 Atlético – Campeonato Mineiro
18/1 – Atlético 0 x 0 Tombense – Campeonato Mineiro
21/1 – América 1 x 1 Atlético – Campeonato Mineiro
25/1 – Atlético 2 x 1 Cruzeiro – Campeonato Mineiro
28/1 – Atlético 2 x 2 Palmeiras – Campeonato Brasileiro
31/1 – Pouso Alegre 1 x 3 Atlético – Campeonato Mineiro
4/2 – Bragantino 1 x 0 Atlético – Campeonato Brasileiro


