Fogo começou em Santo Antônio do Retiro e avançou em direção ao Pico da Formosa; equipes enfrentam dificuldade para chegar aos focos devido à mata fechada e ao relevo
Um incêndio florestal mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) em uma área de serra localizada na região do Pico da Formosa, na divisa entre os municípios de Monte Azul e Mato Verde, no Norte de Minas. As equipes atuam no combate às chamas desde segunda-feira (15), depois que o fogo, iniciado no domingo (13), em Santo Antônio do Retiro, avançou em direção à região serrana.
A ocorrência exige uma operação em uma área de difícil acesso. Segundo o Corpo de Bombeiros, os focos de incêndio estão em uma região remota, com trechos de mata fechada e trilhas que dificultam o deslocamento dos militares. Para chegar aos pontos onde há registro das chamas, as equipes precisam percorrer aproximadamente duas horas por caminhos de acesso restrito.
A distância e as características do terreno tornam o trabalho mais complexo, principalmente porque o combate precisa ser realizado em uma área de serra. Além da vegetação, a topografia interfere no deslocamento dos agentes e na definição das estratégias utilizadas para conter a propagação do fogo.
Outro fator que tem dificultado a operação são as condições de vento. A movimentação do ar pode favorecer o avanço das chamas pela vegetação e exige acompanhamento permanente dos focos e das condições encontradas no terreno.
O atendimento está sendo realizado pelo 6º Pelotão de Bombeiros de Janaúba. Um Posto de Comando foi instalado provisoriamente na sede da Brigada Municipal de Mato Verde para coordenar as ações desenvolvidas durante a ocorrência.
Atualmente, sete agentes estão diretamente empenhados no atendimento ao incêndio. As equipes atuam na identificação dos focos e no combate às chamas, levando em consideração as condições de acesso e o comportamento do fogo na região.
Além dos militares que trabalham na área atingida, uma guarnição permanece em monitoramento na entrada da Cachoeira do Rio das Gramas. A presença da equipe nesse ponto faz parte do acompanhamento da ocorrência e permite observar eventuais alterações na situação do incêndio em áreas de acesso à região.
Área de difícil acesso
O cenário encontrado pelos bombeiros é um dos principais desafios da operação. A necessidade de percorrer trilhas por cerca de duas horas até os pontos de incêndio reduz a rapidez de deslocamento das equipes e dificulta o transporte de equipamentos utilizados no combate.
A combinação entre relevo acidentado, vegetação e vento também exige atenção constante dos militares. Em incêndios florestais, a direção e a intensidade das chamas podem mudar conforme as condições do terreno e do vento, tornando necessário o monitoramento contínuo dos focos.
Apesar da extensão da área atingida e das dificuldades encontradas pelas equipes, o Corpo de Bombeiros informou que não há residências próximas ao local onde o incêndio está concentrado. Até o momento, portanto, não há registro de ameaça direta a moradias na área indicada pela corporação.
O trabalho continua concentrado na região do Pico da Formosa, com as equipes acompanhando a evolução dos focos e atuando de acordo com as condições encontradas em campo.
A ocorrência teve início no domingo, em Santo Antônio do Retiro, e posteriormente avançou em direção à área de serra entre Monte Azul e Mato Verde. Desde então, o deslocamento das equipes e as condições naturais do local têm sido os principais obstáculos para o combate.
A operação permanece em andamento e novas ações poderão ser adotadas conforme a evolução do incêndio e as condições de acesso à região.


